×

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento da delegada Natália Fagundes

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento da delegada Natália Fagundes

A Polícia Civil do Paraná atravessa dias de tristeza e silêncio desde a confirmação da morte da delegada Natália Fagundes Morari, registrada no dia 25 de janeiro de 2026, no município de Dois Vizinhos, região Sudoeste do Estado. A notícia caiu como um choque dentro da corporação e também fora dela. Assim que foi divulgada oficialmente, colegas de farda, autoridades, amigos e moradores da cidade passaram a manifestar pesar, respeito e solidariedade à família. Não é exagero dizer que a perda interrompe uma história que ainda estava sendo escrita, mas que já deixava marcas profundas.

Natália ingressou na Polícia Civil do Paraná em 1º de julho de 2022, iniciando uma trajetória que, embora curta no tempo, foi intensa na entrega. Desde o começo, chamava atenção pelo preparo técnico, pela seriedade com que encarava cada função e pelo compromisso com o serviço público. Não era o tipo de profissional que fazia apenas o básico. Pelo contrário. Colegas lembram que ela ia além, se preocupava com detalhes, estudava os casos, escutava as pessoas. Sua escolha pela carreira policial sempre foi vista como algo natural, quase uma vocação, dessas que não se explica, só se percebe no dia a dia.

À frente da Delegacia de Polícia de Dois Vizinhos, Natália construiu uma atuação marcada por ética, equilíbrio e firmeza. Sabia impor autoridade quando necessário, mas nunca abriu mão do respeito. Para muitos moradores da cidade, ela não era apenas “a delegada”, era alguém acessível, que escutava, orientava e tratava cada situação com sensibilidade. Em tempos em que se discute tanto a humanização das instituições públicas, Natália colocava isso em prática sem discurso pronto, apenas com atitudes.

Dentro da Polícia Civil, seu nome era sinônimo de responsabilidade. A relação com a equipe sempre foi próxima, baseada no diálogo e na cooperação. Incentivava o crescimento profissional dos colegas, valorizava o trabalho em grupo e entendia que a rotina policial é pesada, emocionalmente e fisicamente. Talvez por isso conseguisse criar um ambiente mais leve, mesmo em meio a situações difíceis. Era firme, sim, mas também humana, e essa combinação não é fácil de encontrar.

Nos últimos anos, o Paraná tem enfrentado debates importantes sobre segurança pública, valorização dos profissionais e saúde mental dos agentes. A morte de Natália acontece nesse contexto e reacende reflexões necessárias. Não apenas sobre o trabalho policial em si, mas sobre as pessoas por trás dos cargos, dos distintivos e das funções. Pessoas que sentem, se cansam, se doam e, muitas vezes, carregam mais do que conseguem dividir.

A comoção gerada por sua partida mostra o quanto ela era querida e respeitada. Mensagens de despedida se multiplicaram, tanto em notas oficiais quanto em relatos pessoais, cheios de emoção e gratidão. São palavras que falam de uma profissional exemplar, mas também de uma mulher sensível, comprometida e presente na vida da comunidade onde atuava.

A Polícia Civil do Paraná perde uma delegada, Dois Vizinhos perde uma referência, e a sociedade perde uma servidora pública que acreditava na justiça e no trabalho bem feito. O vazio deixado é grande, difícil de medir. Ficam a saudade, o reconhecimento e a memória de uma trajetória construída com dedicação, coragem e humanidade. Uma história interrompida cedo demais, mas que não será esquecida.

 

Publicar comentário