Erika Hilton defende Flávio Bolsonaro: “Não vai acabar com o Pix”
Deputada confirma que senador manterá o Pix
A presidenta da Comissão das Mulheres Erika Hilton defendeu o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, e negou neste sábado (4) os boatos de que ele acabaria com o Pix caso eleito.
Tudo começou quarta, 1 de abril, quando a Casa Branca prometeu um novo Tarifaço ao Brasil por conta do Pix. Então, o público começou a se questionar se Flávio, que é alinhado ao governo americano, acabará com o serviço.
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Após longo silêncio, Flávio Bolsonaro se manifestou e disse que é contra alterações no sistema do Pix e que este é um patrimônio do Brasil, mas não criticou a Casa Branca. Agora, a deputada federal Erika Hilton do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade – por São Paulo, defendeu que caso se torne presidente da República, Flávio Bolsonaro não irá acabar com o sistema de pagamentos.
“É fato, Flávio Bolsonaro não vai “acabar” com o Pix caso seja eleito”, destacou. “O que a direita quer fazer, caso volte ao poder, é um esquemão muito pior: passar o controle do sistema do Pix para empresas privadas. Depois disso, para as empresas taxarem o Pix, é dois palitos”, explicou ela.
A famosa relatou que caso isso aconteça, ninguém poderá fazer nada, pois o Pix continuará sendo o sistema de pagamentos e transferências mais difundido, prático e barato para a população, mas será muito lucrativo para os bancos.
Na publicação, Erika diz que Flávio Bolsonaro realmente não vai “acabar com o Pix” caso seja eleito. A parlamentar argumenta que o objetivo da direita é “passar o controle do sistema do Pix pra empresas privadas”, o que facilitaria uma futura taxação.
A deputada destaca que bancos perderam o lucro com ” taxinhas por transferência e as operadoras de cartão de crédito perderam a exclusividade quase que total dos pagamentos digitais no Brasil”, mas que as empresas sabem que não podem “pedir abertamente” o fim do Pix.
“O plano dessa turminha da Faria Lima é outro: privatizar o Pix e dividir ele entre os bancos, tipo aqueles acordos de máfia que todas as facções saem ganhando”, explica.
Segundo Erika, se o controle do serviço de pagamentos instantâneos ficar com bancos privados, os banqueiros vão querer “recuperar o ‘prejuízo’ que o Pix causou a eles”.
“E eles vão fazer isso cobrando taxinhas. Primeiro, vão começar falando que a taxa é só pro comerciante receber o pix dos clientes, que nem é hoje com os cartões de crédito”, diz a deputada.
Por fim, a deputada afirma que “destruir o Pix” é um dos principais papéis dos candidatos da direita nas eleições de 2026.
“Pra esse assalto dar certo, precisam de um infiltrado, do candidato que não vai “acabar com o Pix”, mas vai falar por códigos. Vai propor transformá-lo num “sistema autogestionado”, em algo “como é hoje o FGC” e assim por diante. Então, fiquem de olho”, escreveu.



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