Magno Malta dá tapa na cara de técnica durante exame em hospital: “Imunda”
Uma situação tensa e, pra ser bem direto, bem desagradável acabou vindo à tona envolvendo o senador Magno Malta (PL-ES) e uma profissional da área de saúde, lá em Brasília. Segundo o que foi registrado oficialmente, uma técnica de radiologia decidiu procurar a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) depois de, segundo ela, ter sido agredida durante o trabalho dentro do hospital DF Star. O caso aconteceu na última quinta-feira, dia 30 de abril, e ainda tá dando o que falar.
De acordo com o relato da funcionária, o senador estava internado pra fazer um exame chamado angiotomografia de tórax e também das coronárias. Até aí, tudo dentro do protocolo, né. A técnica conta que era responsabilidade dela acompanhar o paciente até a sala, preparar os equipamentos, fazer a monitorização e iniciar os procedimentos — aquele processo padrão que envolve acesso venoso, aplicação de soro, essas coisas.
Mas foi justamente durante essa etapa que, segundo ela, começou o problema. No momento da aplicação do contraste, o próprio equipamento identificou uma falha, interrompendo automaticamente o exame. Quando ela foi verificar o que tinha acontecido, percebeu que houve um extravasamento do líquido — basicamente, o contraste não seguiu corretamente pela veia e acabou indo pro tecido ao redor, o que pode causar dor e inchaço.
A profissional relatou que tentou explicar a situação e disse que seria necessário fazer uma compressão no local pra evitar complicações. Só que, nesse momento, ainda segundo a versão dela, o senador teria reagido de forma agressiva. Ela afirma que ele se levantou do aparelho visivelmente irritado e, quando ela se aproximou pra ajudar, acabou levando um tapa no rosto.
Ela descreve que o impacto foi forte, a ponto de entortar os óculos que usava. Além disso, disse que também foi ofendida com palavras pesadas, como “imunda” e “incompetente”. Um episódio que, sinceramente, foge totalmente do que se espera dentro de um ambiente hospitalar.
Assustada, a técnica saiu imediatamente da sala e chamou outros membros da equipe, entre eles uma enfermeira e um médico. Mesmo assim, segundo o depoimento, o senador teria recusado continuar o atendimento naquele momento. A profissional contou ainda que ficou com o rosto vermelho, dolorido e, claro, bastante abalada psicologicamente. Ela inclusive disse ter medo de encontrar o parlamentar novamente.
O caso foi formalizado e agora deve ser investigado pela PCDF. Enquanto isso, o hospital DF Star informou, por meio de nota, que está dando apoio à funcionária e que permanece à disposição das autoridades pra colaborar com o que for necessário. Esse tipo de posicionamento é meio padrão, mas importante também.
Do outro lado, a versão apresentada pelo senador é um pouco diferente. Em nota, ele afirmou que houve falha técnica durante o procedimento, mesmo após ele ter alertado várias vezes que estava sentindo dor intensa e que algo não estava certo. Segundo ele, a situação foi conduzida de forma inadequada.
Ainda de acordo com o relato dele, diante da dor e da forma como teria sido tratado, ele acabou deixando a sala de exames sozinho. O senador também destacou que possui dificuldades de locomoção, o que poderia ter agravado a situação — inclusive com risco de queda ou algo mais sério.
Agora, um ponto que chamou atenção: quando questionado diretamente sobre a suposta agressão, o tapa relatado pela técnica, o senador não confirmou nem negou de forma clara. Ele apenas disse que se recorda da dor intensa causada pelo extravasamento do contraste, sem entrar em detalhes sobre o momento da confusão.
O caso segue em investigação e, como acontece em situações assim, cada lado apresenta sua versão. Resta aguardar o desenrolar dos fatos pra entender melhor o que realmente aconteceu dentro daquela sala de exames. Enquanto isso, fica o alerta sobre como situações de estresse, especialmente em ambientes médicos, podem sair do controle — o que, obviamente, não justifica nenhum tipo de agressão.



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