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Constrangimento ao vivo: Trump detona pergunta da Globo sobre Bolsonaro”

Constrangimento ao vivo: Trump detona pergunta da Globo sobre Bolsonaro”

, durante uma coletiva de imprensa em Kuala Lumpur (Malásia), o ex-presidente dos EUA Donald Trump respondeu de forma ríspida à pergunta da correspondente brasileira Raquel Krähenbühl, da TV Globo / GloboNews, sobre se ele trataria da situação do ex-presidente Jair Bolsonaro com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Ele teria respondido: “Não é da sua conta”.
Folha do Norte do MS
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A seguir, apresento um artigo sobre o episódio, explorando tanto os aspectos factuais quanto as implicações políticas e de imprensa.

O episódio

Durante uma coletiva marcada pela presença de Trump e Lula, Raquel Krähenbühl questionou Trump se ele pretendia discutir com Lula “a situação de Bolsonaro”. Ele, segundo os relatos, reagiu de imediato com a frase: “Não é da sua conta.”
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/
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O contexto: Trump tinha acabado de fazer um comentário elogioso sobre Bolsonaro, dizendo que “sempre gostei dele. Me sinto muito mal pelo que aconteceu com ele. Sempre achei que ele era direto, mas ele passou por muita coisa.”
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/

Momentos após essa interação, o presidente Lula teria encerrado a coletiva, pedindo que a imprensa deixasse a sala antes da reunião bilateral.
Folha do Norte do MS
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Motivações possíveis
1. Diplomáticas

Trump, ao elogiar Bolsonaro e, ao mesmo tempo, receber Lula, está numa operação diplomática delicada. Perguntar sobre “a situação de Bolsonaro” pode ter sido visto como tentativa de inserir a imprensa num diálogo que ele considerava privado ou “interna­mente” bilateral, o que explicaria sua reação de que “não é da sua conta”.

2. Política interna/globo-brasileira

Para o Brasil, Bolsonaro figura como ex-presidente e alvo de investigações; a imprensa brasileira tem interesse em como o cenário internacional se conecta a ele. A pergunta da correspond­ente da Globo talvez buscasse esse vínculo internacional, o que colide com o estilo de reposte de Trump ao lidar com mídia — ele frequentemente adota tom confrontativo.
Repositório do Iscte
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3. Estratégia midiática

É relevante lembrar que Trump construiu uma relação conflituosa — ou pelo menos combativa — com a imprensa. Ele já usou frases como “fake news” para deslegitimar meios de comunicação e privilegia um discurso de controle narrativo.
Repositório PUCSP
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Nesse episódio, ao mandar “não é da sua conta”, impede que o repórter entre em terreno que ele considera não autorizado.

Implicações
Para a imprensa

O momento acarreta um alerta: correspondentes estrangeiras, ainda que com acesso privilegiado, podem se chocar com limites que políticos impõem. No caso, a repórter da Globo estava cobrindo uma reunião internacional de relevância e foi confrontada com uma resposta curta, ríspida, que marca a tensão entre mídia e poder.
Isso reforça o conceito de que o direito de perguntar não está livre de consequências — sobretudo em ambientes diplomáticos, onde a imprensa pode se deparar com “não comentários” ou vetos informais.

Para política Brasil-EUA

A interação sinaliza vários elementos:

A presença de Bolsonaro na conversa entre Trump e Lula — ainda que indireta — mostra que o ex-presidente brasileiro segue sendo parte das dinâmicas externas.

A reação de Trump indica que ele vê este tema como sensível ou “quanto à imprensa”, algo que ele prefere manter sob seu controle ou rejeitar.

Lula, ao encerrar a coletiva logo depois, ressaltou a natureza privada da reunião bilateral, e possivelmente evitou escalonar o incidente com a imprensa.

Para percepções públicas

Para o público brasileiro, o episódio pode reforçar duas narrativas:

A de que a Globo (e a imprensa em geral) segue tentando buscar respostas que tocam figuras controversas como Bolsonaro, mesmo em fóruns internacionais.

A de que Trump segue adotando postura de antagonismo frente à imprensa, inclusive quando resp­onsável por questionamentos legítimos.

Análise crítica
A pergunta da repórter

A pergunta “Se você vai discutir a situação de Bolsonaro com Lula” é de fato pertinente — no papel de correspondente, ela buscava ligação entre dois líderes latino-americanos e a posição dos EUA. No entanto, a forma como foi colocada e o momento em que foi feita podem ser avaliados como abruptos: durante uma coletiva de imprensa marcada para dar início a encontro bilateral, o foco poderia não estar em levar imprensa brasileira ao centro da questão.

A resposta de Trump

A frase “Não é da sua conta” é emblemática — curta, ríspida e clara. Não responde à pergunta, mas rejeita sua relevância para o interlocutor (imprensa). Isso reforça a postura de Trump de controlar narrativa e delimitar o que considera “permissível” perguntarmos.

O papel de Lula

Ao terminar a coletiva, Lula mostrou um comando da situação diplomática: talvez tenha considerado que o incidente com a imprensa poderia atrapalhar a conversa bilateral ou gerar ruído desnecessário.

A perspectiva da cobertura midiática

Para a Globo e seus espectadores, o episódio terá repercussão jornalística — seja como “repórter enfrentou Trump”, seja como “Trump vetou questionamento brasileiro”. Isso pode gerar clivagens: entre os que consideram que a imprensa merecia mais espaço e os que acham que o jornalista invadiu um terreno diplomático.

Conclusão

O episódio em que Donald Trump mandou a correspondente da Globo “Não é da sua conta” encapsula bem a tensão atual entre imprensa, poder e diplomacia.

Por um lado, a mídia busca perguntas que conectem eventos internacionais ao público de seus países.

Por outro, políticos como Trump veem essas perguntas como invasivas ou fora de seu controle.

No meio, líderes como Lula mediam o cenário para preservar os espaços de negociações.

Este tipo de momento — aparentemente simples — carrega complexidade simbólica: mostra que a liberdade de imprensa existe, mas opera num ambiente de limites políticos; revela que a diplomacia não é automaticamente pública; e demonstra que figuras públicas globais podem reagir com dureza quando seus roteiros são testados.

Se quiser, posso buscar transcrição completa da coletiva ou reação da mídia brasileira ao episódio — quer que eu faça isso?

 

 

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