Após operação no RJ que deixou mais de 60 mortos, Lula é acusado de omissão por opositores
Uma das operações policiais mais letais da história recente do Rio de Janeiro deixou o país em choque. Realizada entre os dias 26 e 27 de outubro, nas comunidades do Complexo do Alemão e da Penha, a ação das polícias Civil e Militar terminou com mais de 60 mortos, incluindo suspeitos e vítimas colaterais, segundo dados oficiais divulgados até o momento.
A megaoperação mobilizou cerca de 2.500 agentes, helicópteros e blindados. O objetivo, segundo a Secretaria de Segurança do Estado, era combater o tráfico de drogas e prender líderes de facções criminosas que atuam na região. No entanto, o número elevado de mortos levantou críticas de entidades de direitos humanos e reacendeu o debate sobre o uso excessivo da força policial nas favelas.
⚖️ Acusações políticas e críticas ao governo federal
Logo após a repercussão nacional da operação, setores da oposição passaram a acusar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de omissão diante da tragédia. Parlamentares ligados à direita afirmaram que o Palácio do Planalto “se calou” diante do massacre e cobraram uma postura mais firme do presidente e do Ministério da Justiça.
O senador Flávio Bolsonaro, por exemplo, declarou que “Lula não se manifesta porque o caos nas favelas interessa ao seu governo”. Já deputados de partidos aliados defenderam que o governo federal não tem ingerência sobre ações policiais estaduais e que a responsabilidade direta é do governo do Rio de Janeiro.
🗣️ Reação do governo
Em resposta às críticas, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, lamentou as mortes e afirmou que o governo “acompanha com preocupação” o caso, destacando que eventuais excessos deverão ser apurados pelas autoridades competentes. O Planalto, por sua vez, reforçou que a política de segurança pública é de competência estadual e que o governo federal não participou da operação.
💬 Debate nacional sobre segurança e direitos humanos
O episódio reacendeu a discussão sobre os limites da ação policial e a necessidade de políticas públicas que unam segurança, inteligência e inclusão social. Organizações civis afirmam que o alto número de mortes demonstra o fracasso de uma estratégia baseada apenas na repressão.
Enquanto isso, familiares das vítimas pedem por investigação e justiça, temendo que o caso se torne “apenas mais um número” nas estatísticas da violência carioca.
📍 Resumo dos fatos:
Operação no Complexo do Alemão e Penha deixou mais de 60 mortos.
A oposição acusou Lula de omissão, mas não há nenhuma acusação formal contra o presidente.
Governo federal afirmou que o caso é de responsabilidade estadual, mas acompanha as investigações.



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