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Advogado de Trump revela fala de Lula sobre condenação de Bolsonaro

Advogado de Trump revela fala de Lula sobre condenação de Bolsonaro

Na esteira do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em Kuala Lumpur (Malásia), o advogado do ex-mandatário norte-americano, Martin de Luca, tornou-se figura central de uma nova controvérsia diplomática e comunicacional. Segundo ele, Lula teria afirmado ao presidente norte-americano que a condenação de Jair Bolsonaro “foi feita por um Poder Judiciário totalmente independente” e com “amplo direito de se defender”.

Gazeta do Povo
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metropoles.com
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O contexto

O encontro entre Trump e Lula ocorreu em 26 de outubro de 2025, com pauta oficial voltada ao comércio bilateral — especialmente ao imposto de 50% imposto pelos EUA sobre determinados produtos brasileiros.
metropoles.com
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Durante a visita, o caso Bolsonaro, já condenado por atos que envolvem tentativa de golpe de Estado segundo o Ministério Público brasileiro, apareceu como tema secundário e foi citado pela imprensa como parte do pano de fundo estratégico.
Gazeta do Povo
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O comentário do advogado

Martin de Luca usou a rede social X (antigo Twitter) para publicar os seguintes trechos, segundo reportagens:

“Lula disse ao presidente Donald Trump que o que aconteceu com Bolsonaro foi feito por um ‘Poder Judiciário totalmente independente’ e com ‘amplo direito de se defender’. Ai…”
Gazeta do Povo

“Você sabe que uma reunião é um sucesso retumbante quando um lado fica completamente em silêncio, e o outro se apressa em declará-la ‘ótima’ — citando orgulhosamente como prova que ambos os lados concordaram que suas equipes se reuniriam em breve para iniciar negociações… que já vêm acontecendo há semanas. Como dizem em Brasília — progresso.”
Gazeta do Povo
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Na fala, de Luca claramente ironiza a narrativa de progresso e de independência institucional promovida por Lula, ao mesmo tempo em que expõe a declaração atribuída ao presidente brasileiro. A crítica se insere tanto no campo diplomático (representando Trump) quanto no midiático, ao questionar a veracidade ou o peso político da afirmação.

Implicações e tensões diplomáticas

A divulgação da declaração atribuída a Lula por meio de um advogado ligado a Trump eleva o nível de visibilidade internacional da condenação de Bolsonaro, além de colocar o Brasil sob os holofotes de duas frentes: imagem democrática (independência do Judiciário) e soberania.

A argumentação de Lula, conforme relatada, reforça a tese oficial de que a ação judicial contra Bolsonaro se deu no âmbito legítimo das instituições brasileiras. A mensagem de de Luca sugere dúvida sobre essa narrativa ou questiona seu momento.

A ironia do advogado norte-americano atua como instrumento de pressão simbólica, tanto para o Brasil quanto para os EUA — sinalizando “olho aberto” a como esta questão poderá repercutir nos laços entre os países.

Verificação e ressalvas

A declaração atribuída a Lula não foi até o momento confirmada por meio de transcrição oficial divulgada por ele ou pelo governo brasileiro.

A reportagem original que o usuário citou (via QPO) reitera a informação, mas carece de fonte primária visível.

Considerando o ambiente político sensível (processos judiciais de um ex-presidente, sanções comerciais, negociações internacionais) é relevante tratar a informação com cautela.

Vale observar que a condenação de Bolsonaro já foi reportada e discutida amplamente nas mídias internacionais como caso de relevância democrática.
AP News
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Conclusão

A partir da fala de Martin de Luca, o advogado de Trump, ganha destaque uma declaração atribuída a Lula sobre o processo que resultou na condenação de Bolsonaro — com foco no tema da independência judicial. Ainda que seu conteúdo esteja repercutindo fortemente, faltam até o momento documentos públicos que corroborem integralmente a fala.
Esse episódio ilustra como questões de justiça interna de um país (no caso, Brasil) podem adquirir contornos diplomáticos e simbólicos ao envolver atores internacionais, discursos públicos e narrativas conflitantes

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