Donald Trump pode visitar Jair Bolsonaro no Brasil, afirma colunista
Nos bastidores da política, sempre circulam rumores que acabam esquentando os debates de bastidores e até de redes sociais. Um desses burburinhos mais recentes é a possibilidade de o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcar no Brasil para visitar Jair Bolsonaro (PL). A notícia foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que citou movimentações articuladas principalmente pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo jornalista Paulo Figueiredo, ambos próximos do ex-presidente brasileiro.
Questionado diretamente pela própria colunista, o colunista, Paulo Figueiredo, preferiu não abrir o jogo. Limitou-se a dizer que não tinha comentários a fazer, o que, claro, deixou no ar ainda mais especulação. Em política, quando não se nega claramente, a história acaba ganhando força. E foi justamente o que aconteceu.
O assunto estourou de vez quando Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, publicou no X (antigo Twitter) uma mensagem sugerindo uma visita de Trump ao aliado brasileiro. Ele escreveu algo no tom de “nada substitui o testemunho pessoal”, insinuando que um encontro entre os dois poderia mostrar uma sintonia perfeita, além de render boas conversas sobre política e bastidores. Ainda acrescentou que, claro, qualquer visita teria que ser previamente discutida com os advogados de Bolsonaro e autorizada pela Justiça, já que o ex-presidente enfrenta restrições jurídicas.
Depois da postagem, Wajngarten voltou a falar sobre o tema e disse que ver Trump no Brasil seria oportuno, principalmente porque Bolsonaro poderia aproveitar para atualizar o republicano sobre sua saúde. Relembrando: Bolsonaro ainda sofre consequências do atentado a faca em Juiz de Fora, em 2018, e até hoje esse episódio é usado tanto em debates políticos quanto como justificativa para algumas dificuldades que ele teve ao longo do governo.
Apesar disso, o próprio Wajngarten fez questão de reforçar que sua publicação não era anúncio oficial, muito menos garantia de articulação. Ele descreveu a ideia como uma “opinião pessoal”, uma sugestão que surgiu mais no calor da hora do que de qualquer movimento real entre Trump e Bolsonaro.
Vale lembrar que os dois sempre mantiveram uma relação próxima. Trump, durante o mandato, costumava elogiar Bolsonaro em público, e o brasileiro retribuía com declarações fortes de apoio. Ambos compartilham visões políticas conservadoras, além de críticas pesadas contra instituições como imprensa, sistema eleitoral e até organismos internacionais. Em 2021, por exemplo, Bolsonaro foi um dos últimos líderes a reconhecer a vitória de Joe Biden, o que demonstrou sua fidelidade a Trump até o último momento.
Agora, em pleno 2025, uma visita de Trump ao Brasil teria um impacto político enorme, tanto aqui quanto lá nos EUA. Afinal, o ex-presidente americano está novamente no centro das atenções eleitorais, tentando voltar à Casa Branca, enquanto Bolsonaro enfrenta processos e restrições que podem definir de vez seu futuro político. Uma foto dos dois juntos seria um prato cheio para jornais, adversários e apoiadores de ambos.
Além disso, há o aspecto simbólico. Em um cenário onde a direita brasileira busca reorganização após derrotas e investigações, ter a presença de Trump por aqui poderia servir de combustível para militância bolsonarista. Por outro lado, também levantaria críticas pesadas da oposição, que certamente apontaria para a tentativa de transformar problemas pessoais em espetáculo midiático.
No fim das contas, o que existe até agora é mais fumaça do que fogo. Rumores, especulações e postagens em rede social. Mas, se tratando de figuras como Trump e Bolsonaro, qualquer movimento, por menor que seja, acaba virando notícia e ganhando peso. O Brasil, que já vive um ambiente político agitado, com crises semanais no Congresso, disputas no STF e inflação ainda incomodando a população, certamente não ficaria indiferente a uma visita desse porte.
Se vai acontecer ou não, ainda é cedo para cravar. Mas uma coisa é certa: só o fato de se cogitar já mostra como o tabuleiro político segue movimentado, com alianças internacionais sendo usadas como peças estratégicas. E, convenhamos, uma cena de Trump e Bolsonaro tomando café juntos em Brasília ou até mesmo na casa do ex-presidente em Angra dos Reis renderia manchetes mundo afora.



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