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Irmã Raquel acusa Acadêmicos de Niterói de ‘plano diabólico’

Irmã Raquel acusa Acadêmicos de Niterói de ‘plano diabólico’

A irmã Raquel, do Instituto Hesed, resolveu se manifestar publicamente depois do que viu na Marquês de Sapucaí. A religiosa não escondeu a indignação com a forma como os evangélicos foram retratados pela escola de samba Acadêmicos de Niterói durante o desfile deste ano.

No meio do enredo que homenageava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes surgiram fantasiados como latas de conserva, numa ala que fazia referência aos evangélicos. A cena, que para alguns foi apenas uma crítica política com tom artístico, para outros passou do ponto. E foi justamente essa segunda visão que a irmã Raquel decidiu abraçar.

de forma simples, sem produção elaborada, só ela e a câmera — a religiosa classificou a apresentação como zombaria. Segundo ela, o desfile não atingiu apenas um grupo religioso específico, mas as famílias brasileiras de maneira geral.

“Mais um ataque às nossas famílias”, disse, visivelmente incomodada. Ela questionou o motivo de, segundo sua interpretação, a família incomodar tanto determinados setores. “Por que a família incomoda tanto? O que eles querem, afinal?”, perguntou, em tom direto, quase como quem conversa na sala de casa.

A fala rapidamente ganhou repercussão, principalmente entre católicos e evangélicos que já vinham debatendo o espaço da religião nas manifestações culturais. Em tempos em que qualquer recorte de desfile viraliza em segundos no Instagram e no X (antigo Twitter), o assunto se espalhou rápido. E claro, como quase tudo que envolve política, religião e Carnaval no Brasil de 2026, a discussão virou um campo minado.

A irmã Raquel foi além. Ela afirmou que existe, nas palavras dela, “um plano diabólico em curso” contra as famílias. A declaração, forte e sem rodeios, dividiu opiniões. Teve quem aplaudisse a coragem, teve quem criticasse o tom alarmista. Mas o fato é que a religiosa deixou claro que enxerga algo maior por trás das representações simbólicas vistas na avenida.

Isso não revela a fraqueza da família, mas a força que ela tem”, afirmou. Para ela, uma família estruturada seria um obstáculo “intransponível” para aquilo que chamou de planos do mal. A repetição da expressão não pareceu por acaso. Foi quase um reforço, uma ênfase intencional.

Enquanto isso, a escola seguiu defendendo a liberdade artística do enredo. O Carnaval, como se sabe, historicamente mistura crítica social, política e religião. Não é a primeira vez — e provavelmente não será a última — que alas e alegorias provocam reações intensas. Basta lembrar de outras polêmicas recentes na própria Sapucaí, que sempre acaba sendo palco não só de festa, mas de debates acalorados.

Há quem diga que o Brasil vive uma tensão constante entre fé e liberdade de expressão. Outros afirmam que o problema não é a crítica, mas a forma como ela é feita. Talvez a verdade esteja em algum ponto no meio disso tudo. Ou talvez não.

O que fica evidente é que o vídeo da irmã Raquel tocou num sentimento real de parte da população. Em um país onde religião e política caminham lado a lado — às vezes de mãos dadas, às vezes em confronto — qualquer representação ganha peso.

Ao final da mensagem, a religiosa apontou qual acredita ser o caminho diante do que considera ataques: “A nossa resposta deve ser em Deus”, destacou. Para ela, a reação não deve ser de ódio, mas de firmeza na fé.

 

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