Janja pode ter que depor à Justiça e motivo vem à tona
a primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja, pode acabar tendo que sentar no banco das testemunhas por conta de uma ação popular que tá dando o que falar em Brasília. A história envolve suas viagens ao exterior, que agora estão sendo questionadas na Justiça. O pedido partiu do vereador Guilherme Kilter, do partido Novo, lá do Paraná.
O caso tá correndo na 9ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal, e não é só Kilter que tá por trás da ação não. Junto com ele aparece também o advogado Jeffrey Chiquini da Costa. Os dois entraram com a ação pedindo que os atos administrativos que liberaram o pagamento das viagens da primeira-dama sejam considerados nulos. Traduzindo: eles querem que o dinheiro gasto nessas viagens seja devolvido.
Na visão do vereador, Janja estaria agindo como se fosse uma agente pública, gastando recursos que, segundo ele, não deveriam sair do bolso do contribuinte. A crítica central é que, apesar de ser esposa do presidente Lula, ela não ocupa cargo oficial dentro do governo que justifique tais despesas. Caso a Justiça aceite o pedido, Janja pode ser obrigada a ressarcir os cofres públicos.
De acordo com o Painel de Viagens do Executivo, desde que Lula assumiu seu terceiro mandato, em janeiro de 2023, a primeira-dama já teria consumido aproximadamente R$ 237 mil em passagens aéreas de voos comerciais. Esse valor ainda não engloba os gastos com aeronaves da Força Aérea Brasileira (a famosa FAB) nem as despesas da equipe que a acompanha. Quem trouxe a informação em primeira mão foi a colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles.
Agora, vale abrir um parêntese aqui: o tema das viagens de autoridades tem sido bastante debatido nos últimos tempos. Recentemente, por exemplo, o próprio presidente Lula foi criticado pelo número de viagens internacionais realizadas em pouco mais de um ano de mandato. Teve até gente comparando com a rotina de viagens do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, apesar de também viajar bastante, tinha outra lógica de agenda. Esse comparativo entre governos é sempre usado no calor da política.
Outro ponto que chama atenção é como essa discussão sobre gastos públicos vem em um momento de forte polarização. A oposição ao governo Lula tem buscado qualquer brecha para desgastar a imagem da gestão petista. E, convenhamos, quando se fala em uso do dinheiro público, a sensibilidade da população é grande. O preço da passagem de avião no Brasil disparou nos últimos meses – quem tentou viajar nas férias de julho sabe bem o drama –, então ouvir falar em centenas de milhares de reais bancados pelos cofres públicos para deslocamentos da primeira-dama acaba pegando mal.
Por outro lado, defensores de Janja costumam argumentar que a atuação dela vai além de ser apenas “esposa do presidente”. Ela tem participado de eventos oficiais, encontros diplomáticos e até projetos sociais. Dentro desse raciocínio, as viagens fariam parte de uma agenda que, indiretamente, também representa o Brasil no exterior. Mas, claro, essa é uma narrativa que nem todo mundo compra, principalmente adversários políticos.
Ainda é cedo pra dizer qual será o desfecho dessa ação popular. A Justiça vai ter que analisar se de fato houve irregularidade nos atos que liberaram as passagens. Se a decisão for contra Janja, o impacto político pode ser relevante, já que reforça a imagem de “gastos excessivos” do governo. Caso contrário, a ação pode ser vista como mais um episódio de politização do debate.
O certo é que o caso vai render muitos comentários ainda. Em tempos de redes sociais, qualquer movimentação no Judiciário rapidamente vira assunto quente no X (antigo Twitter), no Instagram e até em grupos de WhatsApp. E, como já vimos em outros episódios recentes, essas discussões virtuais acabam moldando a opinião pública, que por sua vez pressiona ainda mais a política.
Enquanto isso, Janja segue acompanhando o marido nas agendas oficiais, e o tema “viagens” deve continuar no radar da imprensa e da oposição. Afinal, em um Brasil onde a gasolina passa fácil dos R$ 6 e a população enfrenta dificuldades pra pagar uma simples passagem aérea, qualquer gasto ligado a autoridades vira polêmica imediata.



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