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Médico de Jair Bolsonaro visita ex-presidente e entrega detalhes surpreendente

Médico de Jair Bolsonaro visita ex-presidente e entrega detalhes surpreendente

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu, ainda cedo na manhã deste domingo (23), a visita do seu médico de longa data, o cirurgião Claudio Birolini. A cena aconteceu dentro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF), onde Bolsonaro está preso desde sábado (22), depois da decisão firmada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi um daqueles dias tensos na capital, com clima ameno, mas um ar de expectativa pairando no setor policial.

Birolini, que é o médico-chefe da equipe cirúrgica do Hospital DF Star — hospital que volta e meia aparece nas manchetes quando o assunto envolve figuras públicas importantes — chegou ao prédio da PF por volta das 10h30. Ele não estava sozinho: o advogado Daniel Tesser o acompanhava, mantendo o semblante sério de quem estava ali para cumprir um protocolo delicado. Os dois permaneceram dentro da superintendência até 12h46, segundo o relógio dos repórteres que aguardavam do lado de fora. Ao saírem, caminharam sem pressa, mas também sem dar qualquer declaração, como se já soubessem que a imprensa tentaria arrancar alguma palavra. Fizeram um aceno rápido, nada além disso.

Essa visita não foi por acaso. Ela aconteceu justamente no dia em que Bolsonaro participou de sua audiência de custódia, um procedimento que, nos últimos anos, entrou definitivamente para a rotina do noticiário político brasileiro. A sessão foi conduzida pela juíza auxiliar Luciana Sorrentino, que analisou as condições da prisão e, ao final, manteve a decisão pela prisão preventiva. Em meio à audiência, Bolsonaro relatou que tentou abrir a tornozeleira eletrônica que usava — segundo ele, o ato teria sido fruto de um “surto”, algo desencadeado por medicamentos que estaria tomando. Essa fala, aliás, repercutiu rápido nas redes sociais, gerando discussão entre aliados, críticos e até especialistas em psiquiatria que, como sempre, se apressam em comentar esses episódios.

No entorno do prédio da PF, o movimento era moderado, diferente do que se viu em outros momentos de grande ebulição política envolvendo o ex-presidente. Havia alguns curiosos, apoiadores dispersos e jornalistas de diversos veículos. Brasília, que está acostumada a viver esse vaivém de notícias quentes, parecia acompanhar tudo com uma espécie de resignação cansada — algo que tem se repetido em 2024, ano em que a agenda política quase não deu descanso.

A situação jurídica de Bolsonaro, porém, continua longe de uma definição. A prisão — que já provocou debates acirrados entre juristas e parlamentares — será reavaliada nesta segunda-feira (24). A responsabilidade dessa nova decisão está nas mãos da Primeira Turma do STF, que vai decidir se mantém a medida ordenada por Moraes ou se opta por revogá-la. Nos bastidores, comenta-se que o clima na Corte está dividido, mas, como sempre, nada é certo até o momento da votação. Brasília vive dessas expectavias, de decisões que parecem pender para um lado e, de repente, mudam de direção em poucos minutos.

Apesar do silêncio de Birolini na saída da PF, fontes próximas afirmam que o médico avaliou o estado clínico do ex-presidente e fez os ajustes necessários nos medicamentos — algo quase protocolar, considerando o histórico cirúrgico de Bolsonaro. A falta de informações oficiais, porém, só alimenta especulações, principalmente nas redes sociais, onde cada detalhe vira tese, teoria ou argumento de guerra política.

Agora, resta esperar o julgamento desta segunda. Enquanto isso, apoiadores, detratores e curiosos mantêm os olhos voltados para o que pode ser mais um capítulo marcante — ou só mais um capítulo turbulento — da trajetória recente da política brasileira. Seja qual for a decisão, certamente não será recebida com unanimidade. E esse, talvez, seja o único ponto em que todos concordam hoje.

 

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