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Regina Duarte quebra protocolo e fala após condenação de Jair Bolsonaro

Regina Duarte quebra protocolo e fala após condenação de Jair Bolsonaro

A atriz Regina Duarte voltou a dar as caras nas redes sociais defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), logo depois da condenação dele no Supremo Tribunal Federal, que o responsabilizou por tentativa de golpe de Estado. Conhecida do grande público por seus papéis marcantes em novelas da TV Globo, Regina usou os Stories do Instagram para compartilhar um vídeo que debocha da decisão dos ministros.

O conteúdo, que recebeu o título de “retrospectiva dos crimes de um presidente”, lista algumas medidas tomadas durante o governo Bolsonaro, de 2019 a 2022. Entre os pontos destacados estão a lei que garantiu pensão vitalícia para crianças com microcefalia e o reajuste de 33% no piso dos professores — medidas que os apoiadores costumam usar como argumento de que o ex-presidente teria feito mais bem do que mal.

O vídeo e sua origem
Vale dizer que o vídeo não foi algo produzido de maneira independente. Ele surgiu de grupos bolsonaristas e foi ganhando espaço nas redes antes de chegar ao perfil de Regina. Os responsáveis pelo material insistem que Bolsonaro estaria sendo vítima de uma condenação injusta, algo que não é novidade no discurso do entorno político dele.

Regina Duarte, que em 2020 chegou a ocupar por três meses o cargo de secretária especial de Cultura, já tinha usado suas redes em outras ocasiões para se alinhar ao ex-presidente. Essa nova manifestação acabou reforçando a imagem de lealdade que ela mantém desde que decidiu mergulhar de cabeça no campo político.

Repercussão e divisão
A postagem não passou batida: como em praticamente tudo que envolve Bolsonaro, gerou debate acalorado. Parte dos seguidores de Regina comemorou a coragem dela de “enfrentar o sistema”, enquanto outros criticaram duramente, lembrando que a condenação foi feita pelo STF e que não se tratava de uma questão de opinião, mas de crimes julgados e comprovados.

Esse embate entre fãs e críticos é quase um reflexo da própria polarização que atravessa o Brasil nos últimos anos. Assim como aconteceu durante os protestos de 7 de setembro de 2021, quando Bolsonaro ainda era presidente, há sempre dois blocos bem definidos: um que enxerga perseguição e outro que aponta irresponsabilidade e autoritarismo.

O peso da condenação
O caso é sério. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 2 meses de prisão pela Primeira Turma do STF, a maior pena entre os oito acusados no mesmo processo. Os crimes listados incluem tentativa de golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito — acusações pesadíssimas, que entram para a história política recente do país.

É curioso notar que, mesmo diante dessa sentença dura, a base de apoiadores continua mobilizada. E nomes como Regina Duarte funcionam quase como símbolos: pessoas conhecidas que ajudam a manter a narrativa de que o ex-presidente estaria sendo injustiçado.

Entre a arte e a política
Regina sempre foi lembrada por papéis icônicos no horário nobre, mas desde que se aproximou de Bolsonaro, sua imagem passou a ser dividida entre “a atriz” e “a militante política”. Para alguns, isso representa uma coragem de se posicionar, mesmo correndo o risco de perder prestígio no meio artístico. Para outros, é um erro que mancha sua trajetória e a coloca como uma espécie de “porta-voz” de ideias polêmicas.

 

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