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Suzane von Richthofen quebra protocolo e entrega detalhe surpreendente sobre assassinato dos pais

Suzane von Richthofen quebra protocolo e entrega detalhe surpreendente sobre assassinato dos pais

Depois de anos evitando falar publicamente sobre um dos crimes mais chocantes do país, Suzane von Richthofen resolveu quebrar o silêncio. A decisão veio logo após a repercussão da série “Tremembé”, que reacendeu discussões nas redes sociais e trouxe o caso de volta ao centro das atenções. Em uma entrevista gravada para um futuro documentário da Netflix — que ainda nem tem data de estreia definida —, Suzane contou sua versão da história, desde a infância até a noite do assassinato dos próprios pais, Manfred e Marísia.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Ullisses Campbell, na coluna True Crime, ela aceitou participar do projeto com a proposta de mostrar um lado que, segundo ela, pouca gente conhece. A ideia seria reconstruir sua trajetória pessoal, inclusive a relação complicada com a família. E aí que o relato chama atenção.

Suzane descreve a casa onde cresceu como um ambiente frio, quase sem demonstrações de carinho. Ela afirma que o pai era extremamente rígido e distante. “Meu pai era zero afeto”, teria dito. Já sobre a mãe, ela comenta que havia momentos raros de carinho, mas nada constante. “De vez em quando ela pegava a gente no colo, mas era raro”, relatou.

Um dos trechos mais pesados da entrevista envolve uma lembrança de infância que, segundo ela, nunca esqueceu. Suzane afirma ter presenciado uma cena de violência dentro de casa. Disse que ouviu uma discussão durante a noite, desceu para ver o que estava acontecendo e se deparou com o pai agredindo a mãe. “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, contou. Esse tipo de revelação deve, com certeza, gerar muita repercussão quando o documentário for lançado.

Sobre o crime em si, que aconteceu em 2002 e chocou o Brasil inteiro na época (e até hoje, né), Suzane tenta se colocar de uma forma um pouco diferente do que foi apresentado no julgamento. Ela afirma que não participou diretamente do planejamento do assassinato, que foi executado pelos irmãos Daniel e Christian Cravinhos. Mesmo assim, reconhece a própria responsabilidade. “A culpa é minha. Claro que é minha”, disse, sem entrar em muitos detalhes.

O documentário também promete mostrar como está a vida dela atualmente, o que sempre desperta curiosidade do público. Depois de passar cerca de 20 anos presa, Suzane conseguiu progressão de pena e, desde janeiro de 2023, cumpre o restante em regime aberto. Não foi algo fácil, aliás. Foram várias tentativas na Justiça até conseguir o benefício.

Antes disso, no regime semiaberto, ela já tinha enfrentado alguns problemas com as autoridades, o que chegou a atrasar esse processo. Mesmo assim, acabou conseguindo o direito de terminar de cumprir a pena fora da prisão.

Já em liberdade, a vida dela tomou um rumo meio inesperado. Suzane conheceu o médico Felipe Muniz pelas redes sociais ainda em 2023, no mesmo período em que deixou o presídio. O relacionamento evoluiu rápido — rápido até demais, na opinião de algumas pessoas — e os dois decidiram oficializar a união em pouco tempo.

Ela passou a usar um novo nome: Suzane Louise Magnani Muniz, adotando o sobrenome do marido e também da família materna. O casal foi morar junto em Bragança Paulista e, em 2024, tiveram o primeiro filho. Hoje, ela leva uma rotina considerada discreta, longe dos holofotes, apesar de ainda carregar um passado que dificilmente será esquecido.

Felipe, por sua vez, já tinha três filhas de um relacionamento anterior, o que também trouxe uma nova dinâmica familiar. Mesmo tentando reconstruir a vida, o nome de Suzane ainda gera muita polêmica e divide opiniões. Tem gente que acredita na mudança, outros nem tanto.

Agora, com esse documentário vindo por aí, é bem provável que toda essa história volte com força total. E, como sempre acontece nesses casos, o debate deve ser intenso — entre memória, justiça e até onde vai a possibilidade de recomeço.

 

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