Após derrota, Augusto Cury não se cala e diz que vai… Ver mais
Após derrota, Augusto Cury surpreende ao revelar o que fará agora
Ao acompanhar a apuração em Ribeirão Preto (SP), ao lado de seu candidato a vice, Júlio Delgado (Avante), Cury disse em entrevista coletiva que tem “100% de convicção” sobre a decisão de deixar a política.
“Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos”, disse.
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Com 99,67% das urnas apuradas, ele somava 3.441.555 votos, correspondentes a 2,89% do total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cury agradeceu aos eleitores que escolheram sua candidatura e afirmou aceitar o resultado, embora tenha manifestado tristeza com a permanência da polarização.
“Eu me coloquei agora, dessa vez, se o povo brasileiro entendeu que deve continuar essa polarização, eu só posso respeitar a vontade soberana do povo brasileiro, sem qualquer mágoa. Estou triste porque eu sei que eu poderia fazer muito junto com o Júlio Delgado, mas, por outro lado, é o exercício da democracia. A beleza da democracia está na divergência, e não na unanimidade”, afirmou.
Ao tratar da próxima etapa da disputa, o ex-candidato disse que deseja permanecer em silêncio e não autoriza ninguém a anunciar apoio em seu nome ou no de Delgado.
“Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso. Eu não quero fazer nenhuma, não quero responder nada em relação ao segundo turno, porque para mim isso é completo”, disse.
Apesar de descartar um posicionamento a favor de Lula ou Flávio, Cury afirmou que as propostas de sua campanha podem ser utilizadas pelos dois.
“Os dois candidatos, se quiserem aproveitar nossas propostas, elas estão disponíveis para serem aproveitadas”, afirmou.
Na coletiva, ele também criticou o chamado voto útil, que, em sua avaliação, limita a liberdade de escolha dos eleitores.
A doença da polarização leva as pessoas a um superficialismo em relação à política de Estado. Nada é tão triste. Eu aceito plenamente os resultados da eleição, tanto eu como o Júlio Delgado, plenamente”, destacou.
“Isso é cruel, porque você retira das pessoas a liberdade delas poderem exercer o seu direito solene de votar”, completou.
Fora da disputa eleitoral, Cury pretende se dedicar a projetos voltados à sociedade. Questionado sobre uma possível participação no próximo governo, rejeitou a ideia de assumir um ministério, mas admitiu contribuir como conselheiro, sem integrar a gestão.
“Eu não quero ser ministro de nenhum governo, tenho vários projetos, mas estaria aberto para ser uma espécie de professor e conselheiro, sem participação em nenhum governo”, afirmou.



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