Carta psicografada de Marcos Matsunaga choca ao revelar reação de Elize Matsunaga após o crime
Um dos crimes mais chocantes do Brasil recente — e que muita gente ainda lembra como se fosse ontem — foi o assassinato do empresário Marcos Matsunaga. O caso, que aconteceu lá em 2012, voltou a circular nas redes sociais nos últimos tempos, meio que surfando nessa onda de conteúdos sobre crimes reais que nunca saem totalmente da memória coletiva.
Na época, o país ficou em choque. Marcos, que era executivo da Yoki, foi morto dentro do próprio apartamento, em São Paulo, no dia 19 de maio. Quem cometeu o crime foi a própria esposa, Elize Matsunaga. Segundo as investigações, ele levou um tiro na cabeça, disparado com uma das várias armas que o casal mantinha em casa — eram mais de 30, algo que já causou estranheza desde o começo.
Elize, por sua vez, contou uma versão que dividiu opiniões. Ela disse que tudo aconteceu durante uma discussão pesada. Marcos teria descoberto que estava sendo seguido por um detetive particular contratado por ela. Esse detetive, aliás, teria reunido provas de mais uma traição do empresário, inclusive com uma garota de programa. A situação teria saído do controle.
De acordo com o relato dela, o empresário ficou furioso, teria dado um tapa em seu rosto e feito ameaças graves. Entre elas, tirar a guarda da filha do casal e até mesmo matá-la. Com medo — e segundo ela, já sendo vítima de violência doméstica anteriormente — Elize afirmou que atirou para se defender. Esse ponto sempre gerou discussão, porque muita gente nunca acreditou totalmente nessa versão, enquanto outros dizem que pode sim ter havido um contexto de abuso.
O tempo passou, o caso esfriou um pouco, mas nunca foi esquecido de verdade. E agora, anos depois, ele voltou à tona por um motivo bem diferente — e até polêmico. Um canal do YouTube chamado “O Espiritualista” divulgou uma suposta carta psicografada atribuída ao próprio Marcos Matsunaga.
Na mensagem, que viralizou rápido, o empresário descreve como teria sido o momento da morte — sob uma ótica espiritual. Ele afirma que não sentiu dor e que tudo aconteceu de forma abrupta, como um “desligamento seco”. “Jamais imaginei partir daquela forma”, diz um trecho. Segundo o relato, ele teria percebido rapidamente que estava fora do corpo, tentando entender o que havia acontecido.
Outro ponto que chamou atenção foi a descrição de Elize logo após o crime. Na carta, Marcos diz que ela chorava, mas que o sentimento não era exatamente arrependimento — e sim pânico. Ele afirma que tentou se comunicar, gritar, tocar nela, mas não conseguia. É um tipo de narrativa que, pra quem acredita, soa muito forte. Pra quem não acredita, parece mais um roteiro de filme.
O relato segue dizendo que ele teria despertado em um ambiente diferente, com uma espécie de penumbra e uma luz tentando atravessar o espaço. Ali, segundo a mensagem, ele teria entendido que havia entrado em outra realidade. E fecha com uma frase que muita gente compartilhou nas redes: “a morte física não é o fim, é apenas o começo da verdade”.
Mas aí vem a pergunta que sempre aparece nesses casos: cartas psicografadas são reais? A resposta não é simples. Pra quem segue o espiritismo, sim, existe uma crença forte na mediunidade e na comunicação com espíritos. Um dos nomes mais conhecidos nesse meio é Chico Xavier, que ao longo da vida psicografou centenas de cartas.
Inclusive, estudos acadêmicos já tentaram analisar esse fenômeno. Um levantamento feito pela Universidade Federal de Juiz de Fora apontou que algumas mensagens atribuídas a Chico Xavier tinham informações consideradas precisas, o que alimenta ainda mais o debate.
No fim das contas, tudo depende da crença de cada um. Tem gente que acredita fielmente, outros descartam completamente. Mas uma coisa é certa: o caso Matsunaga, mesmo depois de tantos anos, continua despertando curiosidade, debate… e, claro, muita controvérsia.




Publicar comentário