×

Caso Master: Cármen Lúcia vê erros de Moraes e…Ver mais

Caso Master: Cármen Lúcia vê erros de Moraes e…Ver mais

Caso Master: Cármen Lúcia vê erros de Moraes e André Mendonça

inistra ainda não definiu como votará em futuros julgamentos sobre a conduta dos dois integrantes do Supremo

A disputa interna provocada pelo caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) tem colocado a ministra Cármen Lúcia em uma posição central. Alexandre de Moraes e André Mendonça buscam seu apoio, enquanto ela avalia que os dois cometeram erros durante a crise que atingiu a Corte.

Apesar dessa avaliação, Cármen Lúcia ainda não decidiu como deverá se posicionar nas futuras votações que podem tratar da atuação dos dois ministros, segundo informações da Folha de S.Paulo.

O STF deverá enfrentar duas discussões relacionadas ao embate. De um lado, estará em análise a conduta de André Mendonça nas investigações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De outro, a Corte poderá examinar o pedido feito por Alexandre de Moraes para que Mendonça seja investigado.

A crise ganhou novos contornos após Mendonça retirar, na terça-feira (1º), o sigilo de um relatório produzido pela Polícia Federal (PF). O documento, resultado de uma investigação conduzida pelo ministro, aponta Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Dois dias depois, na quinta-feira (3), Moraes recorreu ao inquérito das fake news para pedir a abertura de uma investigação contra Mendonça. O pedido cita suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Grupos formados no Supremo

Nos bastidores da Corte, Alexandre de Moraes conta com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

André Mendonça, por sua vez, calcula ter ao seu lado os ministros Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), vê erros nas medidas tomadas por Alexandre de Moraes e André Mendonça na crise que envolve o Banco Master e ainda não definiu qual dos dois ministros receberá seu apoio. Seu voto é considerado decisivo nas futuras deliberações do plenário sobre as condutas dos colegas. Com informações de Folha de S.Paulo.

Moraes e Mendonça disputam a adesão de Cármen Lúcia em meio à divisão interna da corte. Os dois ministros afirmam a interlocutores que contam com a ministra, enquanto ela sustenta que decidirá exclusivamente a partir dos elementos dos autos.

O STF deve analisar se Mendonça adotou métodos arbitrários nas apurações sobre o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essas apurações resultaram em relatório da Polícia Federal que cita Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em outra frente, os ministros vão discutir a regularidade da decisão de Moraes de usar o inquérito das fake news para pedir investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Na terça-feira (1º), Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF que reuniu diálogos entre Vorcaro e Moraes.

Antes da reação de Moraes, na quinta-feira (3), Cármen Lúcia telefonou ao colega e manifestou solidariedade diante da exposição pública do caso. Moraes interpretou o contato como um possível aceno, mas a ministra não assumiu compromisso sobre eventuais votações.

O uso do inquérito das fake news contra Mendonça também desagradou a ministra. Ela relatou a pessoas próximas perplexidade com a conduta dos dois colegas e com o desgaste institucional provocado pelo conflito.

Moraes conta com o apoio de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Mendonça calcula ter os votos de Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Dias Toffoli deve ficar fora das votações por ter se declarado suspeito para atuar nos casos relacionados ao Banco Master.

Publicar comentário